segunda-feira, 4 de julho de 2016

"Um excesso da natureza"

Foto:josé alfredo almeida


    Jardim em declive. O éden que o duriense merece. O verde em toda a sua gama. Uma escala de tonalidades. Folhas tenras, as das vinhas. Rijas, as das oliveiras. Quando as primeiras se despedirem, lá para Outubro, encarregarão as segundas de garantirem, com a sua resistência persistente, a imagem de vida sem morte.
    Paisagem vinhateira sem receio de rivalidade. Um deslumbramento desmesurado. Desenhos geométricos sem assinatura dos autores. A arte do anonimato. Casas simples e honestas. A pacificação do branco a condizer com o barco sem pressa a navegar num caudal indolente. Caminhos rurais, curvilíneos, em terra pisada e repisada. No fundo do quadro, erguem-se, majestosas e altivas, montanhas protectoras.
    "Um excesso da natureza. [...] Um poema geológico. A beleza absoluta". Torga dixit.



Vila Real, 3 de Julho de 2016
M. Hercília Agarez

1 comentário:

  1. AMOR..sensato....
    desmesurado...
    belo...!!
    SIM ...!!!

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