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Foto:josé alfredo ameida |
Brincam às formas, à geometria. Acrobacias. Em competição de
feitios, tamanhos e amplitude, as curvas. As quase-rectas: horizontalidade,
verticalidade, obliquidade. Resistência e cansaço. Vides erectas, umas. Outras,
em posição de fadiga, enfezadas, buscam amparo.
Volumes. Da
fragilidade à consistência. Da utilidade à inutilidade. Cepas que ficam, hastes
que vão, pondo à prova gume de tesouras másculas, cujo uso impede intromissão
de ferrugem. Passado e futuro.
Desafio de folhas
ressequidas, teimosas, irreverentes. Não querem chão, seu também.
Inconscientes, parece invejarem destino das árvores. Também elas querem morrer
de pé.
Uma outra visão do
Douro. Haja olhos poéticos para apreciá-la.
M.
Hercília Agarez
Vila Real, 2 de Fevereiro
Saber olhar.Imaginar.
ResponderEliminar...O poema ..."surge tão naturalmente ..."URGE"
ResponderEliminar..olhar....SENTIR !!!