![]() |
Foto:josé alfredo almeida |
Parece que encolheste, que estreitaste. Estás envergonhado ou
ciumento? É legítimo. A folhagem das videiras, de crescimento saudável e
rápido, exibe-se, prazenteiramente. Cheias de prosápia, as parras, formando
maciços de verdura tenra, monopolizam os olhares. Dos proprietários a farejar indícios de maleitas,
afeitos às partidas de mau gosto de geadas e a outros atentados. Vigilância sem
tréguas. Prontidão no ataque a pragas malfazejas (passe a redundância). Olhares
de simples passantes, filiados no partido da beleza vegetal. De apreciadores dos
vinhos do Douro, finos ou de mesa, que se contentaram, durante anos, com o
prazer do seu sabor, menosprezando a paisagem milagreira de onde provieram.
Sossega,
rio. Tu, caudal encorpado, obediente ao destino ditado pelo progresso, és e
serás, sempre, o nome simbólico da região. Um emblema. Um estandarte. Um cartão
de visita. Tu e as vinhas não são antagonistas. Complementam-se. Cada um no seu
papel, empenhados em boas performances.
Sobre ti, Doiro (para Torga e João de
Araújo Correia), rio e região, escreveu o primeiro em PORTUGAL: "[...] e é, na pequenez que nos coube, a única
evidência incomensurável com que podemos assombrar o mundo". E esta, hein?
M.
Hercília Agarez
Vila Real, 20 de Junho
Espreitemos o rio, desta janela verde.
ResponderEliminar..BELEZA ::A DOIS ...O RIO E A VIDEIRA ..
ResponderEliminar::SÂO AS CORES ::SÂO AS FORMAS ::
..ÌMPETO::FRESCO::BELO::
..DOURO ...