sábado, 21 de janeiro de 2017

Azul friorento

Foto:josé alfredo almeida



Céu azul: cenário soalheiro de todas as belezas.
Torre sineira: a dignidade barroca imune ao fugir dos séculos.
Relógio de granito rendilhado: marca o passo de quem passa.
Sino mudo, perfilado: aguarda, pachorrento, mandos de quem manda.
Pomba tremida, de tanto tremer: tocata e fuga...
Galhos de árvores, pindéricos: repas ralas de velha enxovalhada.

Avenida: reino de Diogo Cão, navegador, de Carvalho  Araújo, herói do mar, dos Marqueses de Vila Real, padrinhos do manuelino local. Uma identidade,
 uma sala  de espera sempre a dizer, à transmontana: 
"Entre quem é!"



Vila Real, 20 de Janeiro 

M. Hercília Agarez

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