quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Efémero

Foto:josé alfredo almeida




Efémero, 
é quase tudo. 
 
O cordão umbilical. 

Uma flor aberta ao sol, 
as mãos sobre o meu cabelo. 
O brilho de uma estrela cadente.

Uma sensação. 
Um tecto. 
o amor, de quem não sabe amar.

A vida é quase nada.

No entanto permanece. 
Na voz, 
no som dos passos, 
nas palavras... 
Que pela vida nos guiam, como se a eternidade 
vivesse em nós.

Efémero. 
O momento que escapa por entre os dedos.

Permanente. 
A vontade de fazer do amor, um sentimento imortal.



Ana de Melo

1 comentário:

  1. Eu......gosto ..gosto..muito..deste lindo poema ......!!!

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