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1927-2014 |
"A vida não é a que cada um viveu, mas a que recorda e como a recorda para contá-la"
Gabriel García Márquez
"A memória é o género que se atreve a dizer o seu próprio nome.A biografia diz-nos "És o que foste". O romance diz-nos "És o que imaginas". A confissão diz-nos "És o que fizeste". Mas a biografia, confissão ou romance requerem memória, pois a memória, diz Shakespeare, é a guardiã da mente. Uma guardiã, diria eu, que radica no presente para olhar com uma face o passado e com a outra o futuro. A busca do tempo perdido também é, fatalmente, a busca do tempo desejado. Hoje, no presente deste ano terceiro do segundo milénio depois de Jesus, Gabriel García Márquez rememora. Aos que um dia lhe dirão: "Foste isto" ou "Imaginaste isto", Gabo adianta-se e diz simplesmente: Sou,serei, imaginei. Recordo isto."
Carlos Fuentes
E, em sua memória, eu digo apenas: É imortal porque a sua vida perdura nos seus livros Cem anos de Solidão e Amor em Tempo de Cólera - os romances da minha vida.
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