![]() |
| Foto: josé alfredo almeida |
Sinto-me como se viesse dentro de uma nuvem. Branca. Fecho os olhos e deixo-me arrastar. Pelo vento.
É imprevisível o destino de uma nuvem. Pode dar várias vezes a volta ao globo. Ou desfazer-se de encontro à montanha mais próxima.
Mas isso em nada parece afectá-las. Afectar-me.
Vivo dentro de uma nuvem. Cujo destino é vaguear. E cujos limites
É não ter limites.
Jorge Sousa Braga

Sem comentários:
Enviar um comentário