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| Foto: josé alfredo almeida |
Tomba o dia no crepúsculo da tardeLucília Pereira
E o sol morre numa agonia de sangue...
Mas o meu Douro corre, cansado e exangue,
Num rutilante brilho dum ouro que arde!
Tomba o dia...renasce o desespero...
A busca incessante dum só, imenso amor!
Enquanto este Douro num sonhar feito de dor
Quebra-me da vida o derradeiro elo...
E há mil anos que choras e sofres em mim...
Há mil anos que corres sem princípio e fim
Sem nunca nos fundirmos num abraço imortal...
Meu Douro infinito dum pulsar ardente!
Pudesse eu libertar meu sentir carente
E esperar, ansiosa, teu amor fraternal!...

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