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| Rua dos Camilos |
“Hoje em dia, já não se usa
muito entre nós a designação toponímica de Cimo da Régua. Como foi com
ela que me criei, ainda hoje me sabe bem ouvi-la ou vê-la escrita.
O
Cimo da Régua ia, mais ou menos, do Valente Novo à Casa da Fortuna, de
um lado. Do outro, estendia-se do Valente às lojas de ferragens do João
Guerra e Domingos Figueiredo. Perpendicularmente, na rua Serpa Pinto,
chegava à loja do Antão, frente a frente com a Associação Comercial.
Pelo
seu intenso e variado comércio, o Cimo da Régua era, pode dizer-se, a
nossa “Baixa”. Toda a gente se via, toda a gente comprava isto e aquilo
no Cimo da Régua. O ponto nevrálgico desta nossa “Baixa” era a loja do
Zé Pinto, onde se podia comprar do melhor arroz ao melhor café, do
melhor papel de carta à melhor escova. Também se podia engraxar os
sapatos em cadeirão episcopal montado num pequeno estrado. O
“Vintecinco”, mesmo com um grãozinho na asa, engraxava a preceito, dava
novidades e vendia cautelas delicadamente.
(…)
Muito
perto do Zé Pinto ficava o Quartel dos Bombeiros. Aí se reuniam
estudantes, empregados e artífices. Além de mesas de jogo, havia um
bilhar e uma grande estante de livros. As instalações eram de tal
maneira exíguas que os carros se viam e desejavam para sair e entrar.
Quando tocava a fogo, toda a gente que andasse por ali se juntava para
assistir às manobras. O globo da entrada era tão baixo que o Justino
Nogueira, garboso porta-estandarte, o partiu algumas vezes com a ponta
do mastro."
Camilo de Araújo Correia

GOSTO. ESTOU NO PORTO DESDE 1953. QUANDO VIVIA NA RÉGUA, ERA MESMO ASSIM ...O CIMO DA RÉGUA. E AINDA A CASA DO DOURO, ONDE TRABALHOU O MEU PAI. E O MEU IRMÃO :ANTÓNIO DOS SANTOS MONTEIRO , JÁ FALECIDO. SINTO SAUDADES DESSE TEMPO.
ResponderEliminarSaudades... Vivi na Régua até meados dos anos 70, a rua dos Camilos era a rua principal,
ResponderEliminarpara ir para as aulas, para fazer compras...Onde moravam amigas... Guardo o maior carinho :)