"No tempo em que os prazeres eram simples, nos meses de Verão, que se mantinham quentes, como brasas, aqui no Douro, as famílias da Régua, mal anoitecia, procuravam a frescura do outro lado do rio - mais limpo do que o lado de cá. Armavam barraca no areal, hoje coberto pela represa de Carrapatelo. Metiam-se à água para refrescar e readquirir os alentos perdidos, durante o dia, por excessos de calor e de trabalho.O banho, tónico e calmante, dispunha para uma ceia frugal, comida à beira-rio, aquela gente pacata.Pais e filhos, enfastiados da calmaria diurna, recuperavam ali o apetite."
João de Araújo Correia in "Nuvens Singulares"

Como me lembro do Rio Douro no vazio. Passávamos para o outro lado a pé!!!!
ResponderEliminarlembro-me também do molho de enguias que os maiores pescavam no cascalho posto à mostra no meio do Rio.
Belos tempos. José Luiz Silva Pinto